Código de Conduta sobre Complementaridade e Divisão de Tarefas
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Eficácia da Ajuda:
“Uma ajuda liderada pelo parceiro, harmonizada e alinhada, focalizada nos mais pobres, previsível, desligada, canalizada através de instituições eficazes e que se focaliza nos resultados (...)” (CAD/OCDE).
O consenso internacional para uma ajuda mais eficaz:
III Fórum de Alto Nível para a Eficácia da Ajuda (Acra)
O 3º Fórum de Alto Nível para a Eficácia da Ajuda realizou-se em Acra, em 2008, e contou com a participação de mais de 100 países parceiros, de doadores bilaterais e multilaterais, de organizações da sociedade civil, num total de 800 a 1000 participantes.
Agenda para a Acção de Acra (AAA)
A Agenda de Acção de Acra identifica um conjunto de acções concretas, algumas de implementação imediata, com vista a acelerar e aprofundar a implementação da Declaração de Paris sobre a Eficácia da Ajuda.
A Agenda identifica três grandes desafios para acelerar os progressos no sentido de uma ajuda mais eficaz: a apropriação pelos países; a construção de parcerias mais fortes e inclusivas com novos actores de modo a harmonizar esforços; e, a gestão para os resultados e a prestação de contas mútua. As acções concretas definidas por esta Agenda referem-se à liderança dos parceiros na definição das suas estratégias de desenvolvimento, às questões da cooperação técnica, à utilização dos sistemas nacionais dos parceiros, a parcerias mais integradas, à complementaridade e divisão de tarefas entre doadores, ao desligamento da ajuda e à promoção do procurement local, à adaptação da ajuda em Estados frágeis, à prestação de contas mútua e à gestão para os resultados, ao combate à corrupção, e ainda à previsibilidade da ajuda.
II Fórum de Alto Nível para a Eficácia da Ajuda (Paris)
Este Fórum de Alto Nível para a Eficácia da Ajuda decorreu em Paris em 2005, juntou os responsáveis de países doadores (bilaterais e multilaterais) e parceiros, bem como organizações da sociedade civil e do sector privado com o objectivo de avaliarem os progressos na harmonização, no alinhamento e na gestão para os resultados da ajuda ao desenvolvimento.
Os compromissos assumidos ficaram traduzidos na
Declaração de Paris
(English version) , definem metas até 2010 e são avaliados através de 12 indicadores de progresso.
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A
Declaração de Paris assenta em 5 pressupostos, considerados
essenciais para a promoção do desenvolvimento:
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Os países parceiros exercem uma liderança efectiva sobre
as suas políticas e estratégias de desenvolvimento (apropriação).
>
Os doadores baseiam a sua ajuda nas estratégias de Desenvolvimento
dos parceiros e nos seus sistemas locais (alinhamento).
>
Os doadores coordenam as suas actividades e minimizam os custos relacionados
com a concessão da ajuda (harmonização).
>
Os países parceiros e os doadores orientam as suas actividades
de forma a atingir os resultados desejados (gestão para
os resultados).
>
Os doadores e os países parceiros comprometem-se a prestar contas
mutuamente sobre os resultados de uma melhor gestão da
ajuda (prestação de contas mútua).
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Os desafios a superar definidos são, principalmente, as fraquezas nas capacidades institucionais dos parceiros para a definição de estratégias nacionais orientadas para os resultados, a dificuldade dos doadores em fornecer compromissos mais previsíveis sobre os fluxos de ajuda aos parceiros, a insuficiente delegação da autoridade ao pessoal no terreno dos países doadores, integração insuficiente dos programas e iniciativas globais nas agendas de desenvolvimento dos parceiros, incluindo em áreas críticas como o VIH/SIDA, e ainda a corrupção e falta de transparência, que fragiliza o apoio público e desvia recursos das actividades que são vitais para a redução da pobreza e desenvolvimento sustentável.
Com vista à implementação dos compromissos assumidos em Paris, a Cooperação Portuguesa realizou o Plano de Acção de Portugal para a Eficácia da Ajuda.
Histórico
Veja também:
I Fórum de Alto Nível sobre Harmonização (Roma)
O I Fórum de Alto Nível sobre Harmonização teve lugar em Roma, em Fevereiro de 2003. Doadores e parceiros comprometeram-se, neste Fórum, a um conjunto de iniciativas com vista a imprimir uma maior eficácia à ajuda externa, e que se encontram traduzidas na Declaração de Roma (Documento síntese).
No seguimento da Declaração de Roma, a Cooperação Portuguesa realizou o
Plano de Acção para a Harmonização.
Complementaridade e a Divisão de tarefas
A complementaridade e a divisão de tarefas entre doadores são consideradas primordiais para a eficácia da ajuda ao desenvolvimento. Por essa razão, a UE aprovou um “Código de Conduta sobre Complementaridade e Divisão de Tarefas na Política de Desenvolvimento” (Conclusões do Conselho de Assuntos Gerais e Relações Externas / GAERC, de 15 de Maio de 2007) que se consubstancia em 11 princípios.
Compendium on Good practices on Division of Labour
O Código partilha das seguintes características: tem um carácter voluntário e flexível; deve ser implementado segundo uma abordagem por país, tendo em conta a natureza e situação específica do país parceiro; deve ter como objectivo o reforço da capacidade de liderança e de apropriação do parceiro pelos processos de coordenação que daqui resultem; e, está aberto à participação de outros doadores, que não da UE. A Cooperação Portuguesa comprometeu-se à aplicação imediata do Código (ver Carta Conjunta Eng
Fra) nos seus países parceiros.